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Em Lavre já ninguém se levanta

Em Lavre já ninguém se levanta

Por entre campos que se esquecem há pessoas que não se fazem de esquecidas. Em Lavre, terra que faz de espaço ao romance "Levantado do Chão" de José Saramago, as pessoas ainda recordam e lembram a reforma agrária. O par de anos que trouxe felicidade e sentido de justiça a um povo que lutou pela terra dada a quem a trabalhava está ainda presente no discurso destas pessoas. Os levantados do chão ergueram-se contra o sol a sol do latifúndio mas estão agora vergados a um Alentejo de onde o Homem parece ter fugido. Por João Gaspar

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Crítica e humor presentes nos votos nulos

Crítica e humor presentes nos votos nulos

Na hora de escolher um novo projeto para a Associação Académica de Coimbra houve quem não se contentasse com as listas candidatas à segunda-volta. “Decisão difícil”, considerou um votante que acabou por colocar a sua cruz nas duas listas. Num registo mais humorístico, houve quem preferisse Chuck Norris aos nomes da lista C e da lista L. Já num registo mais carinhoso houve quem se declarasse à sua cara metade “Torrãozinho de açúcar (tu sabes)”, podia ler-se num boletim. Ainda assim, houve quem não se inibisse de criticar. Esta crítica foi bem visível com a forte referência à palavra “tacho”. Num total de 180 nulos ficou demonstrado o desagrado daqueles que vão mais longe e não se contentam em manifestá-lo com o voto branco. Por Ana Morais

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91º Aniversário da Tomada da Bastilha

91º Aniversário da Tomada da Bastilha

Na passada madrugada de 25 novembro comemorou-se o 91º aniversário da Tomada da Bastilha. Ano após ano a Associação Académica de Coimbra (AAC) relembra, num gesto simbólico, a noite em que um grupo de 40 estudantes da Universidade de Coimbra - os “conjurados” - tomou de assalto o Colégio de São Paulo, situado na Rua Larga, onde se instalava o Clube dos Lentes. Na altura, o Colégio albergava a AAC no rés-do-chão e nos andares superiores o Clube dos Lentes, com espaçosas e requintadas instalações. Com o desenvolvimento da atividade associativa a AAC ia fazendo diligências para que fosse cedido mais espaço, contudo, resultavam sempre em promessas adiadas. Nessa noite de 1920, os “conjurados” tomaram de assalto o Clube e ocuparam a restante área do edifício para uso dos estudantes, tornando-se a sede efetiva da AAC. Fotorreportagem por Inês Balreira e Camilo Soldado

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Guimarães: Capital da Confusão

Guimarães: Capital da Confusão

A menos de dois meses de se tornar Capital Europeia da Cultura, Guimarães permanece na confusão das obras que a preparam para acolher visitantes de toda a Europa. O vasto e ambicioso programa de regeneração urbana vai dar uma imagem renovada aos monumentos, fachadas e jardins, bem como melhorar as vias de acesso. Para já, pouco se vê para além da poeira e estradas cortadas. É o colorido das máquinas e os movimentos dos trabalhadores que são seguidos de perto pela atenção dos curiosos, que se contentam com uma cidade invadida por esta estranha agitação. Por Ana Francisco e Ricardo Marques

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A memória triste do que em tempos foi

A memória triste do que em tempos foi

Apesar das inumeras tentativas para salvar o espaço do Teatro Sousa Bastos, o projeto parece não ser uma prioridade nem quando a segurança de quem lá vive é constantemente ameaçada. Resta como único reflexo artístico do centro a arte das paredes e portas seladas, que lembra constantemente a crise. Não que seja preciso lê-las - todo o edificio espelha já por si o abandono e a miséria. Por Catarina Gomes