Uma história do património submerso

Sexta, 23 de Julho de 2010

por MariaEduarda Eloy

Numa iniciativa do II Festival das Artes, quatro alunas da Escola Secundária de Jaime Cortesão desenvolveram um trabalho que procurou relacionar as características do Mondego e o impacto que teve em património medieval edificado na cidade, em particular o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. A apresentação pública do projecto foi hoje, 23

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As alunas da Escola Secundária de Jaime Cortesão relacionaram a história do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha com as características do Mondego Foto por Maria Eduarda Eloy

O auditório de Santa Clara-a-Velha recebeu hoje, 23, no âmbito do II Festival das Artes, “Água e património”: a apresentação pública do trabalho final de Área Projecto de um grupo de alunas da Escola Secundária de Jaime Cortesão (ESJC). “Passado ontem, Futuro amanhã – Areias do Mondego escondem Santa Clara-a-Velha” é o título do trabalho que recorda a influência do rio na submersão do mosteiro, mas também as dificuldades que tiveram que ser superadas para conseguir recuperar o espaço.


Graça Lourenço, a professora que orientou as quatro alunas durante a elaboração do projecto, revela que “inicialmente o grupo tinha planeado fazer um trabalho no âmbito do ambiente”. No entanto, a ideia de um projecto sobre as alterações climáticas no planeta foi abandonada após o desafio de Ilda Rodrigues, elemento da direcção do festival e também docente na ESJC. O objectivo proposto foi a produção de um trabalho com as características do que hoje foi apresentado: o estabelecimento de uma ligação entre água e património no espaço de Coimbra.


A aluna e coordenadora do grupo de área projecto, Flávia Costa, explica que a recolha de informação “foi feita ao longo de todo o ano escolar” e também em “parceria com o mosteiro” e acrescenta que foi um tema que desde o início aguçou a curiosidade. Graça Lourenço salienta também o gosto e a dedicação que as alunas demonstraram na realização do projecto. 


Diana Pereira, um outro elemento do grupo, afirma que a elaboração do trabalho proporcionou a oportunidade de “conhecer melhor o rio Mondego e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha”, elementos característicos de Coimbra sobre os quais admite que antes tinha pouco conhecimento. Flávia Costa completa a ideia ao salientar que “é um trabalho interessante para dar a conhecer aos que não são de Coimbra”, mas que também pode ser especial para quem habita a cidade.