Um percurso pelas cores da Casa Grande
Quarta, 03 de Março de 2010
por Jonathan Costa
O foyer do Teatro Paulo Quintela na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) encheu-se ontem, 2, de cor e vivacidade com o início da exposição "Casa Grande - Uma viagem à chapada do Araripe"
Apertem os cintos. A viagem rumo à chapada do Araripe (no Nordeste brasileiro), aos seus encantos e à Fundação Casa Verde começou ontem, 2, pelas 10h00.
Os coloridos painéis, alinhados, enchem o foyer do Teatro Paulo Quintela (FLUC). Neles, fotografias, da autoria de Augusto Pessoa e João Paulo Marôpo, e pequenos textos remetem-nos para um "oásis" no meio do sertão do Nordeste Brasileiro - a chapada do Araripe - "um verdadeiro caldeirão de tradição cultural e manifestações folclóricas", segundo podemos ler num destes painéis.
Do artesanato à natureza, passando pela religiosidade e a paleontologia, somos convidados a conhecer a região da chapada, retratada pelo fundador e actual director-presidente da Fundação Casa Grande, Francisco Alemberg Quindins como um "resumo de toda a cultura nordestina". Um passeio por paisagens belíssimas e rica em história que, talvez, peca pela brevidade com que pode ser feita.
A Fundação Casa Grande e os seus projectos inovadores e interdisciplinares são, também, apresentados nesta exposição. Segundo Alemberg Quindins, a Fundação Casa Grande é "o beija-flor que suga o néctar da chapada do Araipe", é uma organização não-governamental que tem como objectivo central o "protagonismo juvenil", ou seja, é "totalmente, gerenciada por crianças e jovens", explica o director-presidente da Fundação.
"Uma espécie de cidade do Peter Pan onde as crianças a projectam para o mundo", acrescenta.
A presidente do Conselho Cientifico da Fundação Casa Grande, Rosiane Limaverde, realça a importância da "integração na identidade local", contudo, visando "ampliar a visão de futuro", como um dos propósitos da Fundação.
Apesar de breve, esta "viagem" por um lugar fascinante, a chapada do Araripe e por uma instituição singular, a Fundação Casa Grande - o testemunhar da relação entre o "beija-flor" e o jardim no qual este se insere - é imperdível e, com certeza, digna de um segundo percurso.






