Um Modernismo do século passado

Quinta, 04 de Março de 2010

por Rafaela Carvalho

O terceiro dia da XII Semana Cultural da UC contou com a realização de um colóquio sobre a escola Bauhaus. Em sete intervenções discutiu-se história, política e arte

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Segundo Ana Vaz Milheno "o movimento moderno esforçou-se por ser universal" Foto por D.R.

"Em Portugal o discurso da Bauhaus entrou muito dificilmente. Não foi fácil aceitar as vanguardas alemãs" declarou ontem, 3, a arquitecta e docente Ana Vaz Milheiro no colóquio “Bauhaus: arquitectura e causa pública” que decorreu durante todo o dia no Auditório da Reitoria.

Num total de sete intervenções, na sua maioria de retrospectiva histórica, foram reforçadas as ideias de matriz marxista, vanguarda e marginalidade e discutiu-se uma forma de arte funcionalista que teve início no século XX e se estendeu da Alemanha a países como o Brasil, Angola e Guiné.
 
"A Bauhaus foi um instrumento de discussão política" vincou o arquitecto Pedro Vieira de Almeida no debate que se seguiu às intervenções dos convidados.

Ainda durante a discussão entre intervenientes e ouvintes, Ana Vaz Milheiro mostrou que a Bauhaus foi "absolutamente" uma causa pública pois "o movimento moderno esforçou-se por ser universal"

“Entre a Bauhaus e o novo racionalismo"


Em paralelo com a semana cultural e integrado no tema do colóquio, estará patente até 19 de Março no Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, uma exposição com peças de modernismo alemão pertencentes à colecção de Paulo Parra.

Entre os criadores do design dos diversos objectos expostos contam-se Peter Behrens, Marianne Brandt, Walter Gropius, Walser Maria Kersting, Wilhelm Wagenfeld, Max Bill, Dieter Rams e Hans Gugelot.

Segundo Paulo Parra o objecto mais "raro" da colecção exposta é um Rádio Gira-Discos da Braun de 1955 desenhado por Wihelm Wagenfeld.