Coimbra 1111

Um ensaio calmo, mas não menos trabalhoso

Sábado, 11 de Junho de 2011

por Acabra .Net

Os ensaios da peça da reconquista de Coimbra continuam sem interrupções. A Escola Básica de 2º e 3º ciclos de São Silvestre acolhe os atores d' O Teatrão e do TASS. Este foi um ensaio de reflexão, sons e movimentos. Por Ana Duarte e Ana Morais

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O Teatro Amador de São Silvestre, apenas com quatro anos, é uma secção da Associação Cultural e Recreativa Tricanas de São Silvestre Foto por Ana Duarte


Apesar de ter sido feriado, o trabalho não cessou. Os atores d' OTeatrão deslocaram-se no dia de Portugal, 10 de junho, a São Silvestre, para dar continuidade aos ensaios da peça “Coimbra 1111”. Registaram-se alguns atrasos de elementos do Grupo de Teatro Amador de São Silvestre (TASS), no entanto, o “espetáculo teve de continuar”.

Antes de se dar início ao ensaio, fez-se o habitual aquecimento. Para se treinar as movimentações, todos os atores deambularam pela sala em câmara lenta. Foi também necessário trabalhar a análise de textos. Os atores foram divididos em grupos tal como vão representar: os taberneiros, os meninos da taberna e as espíritas (estátuas que se convertem em mulheres e que tentam seduzir o Rei árabe). No final, reuniram-se os grupos e trabalharam todo o ato.

O quadro ensaiado foi o II - um quadro com momentos musicais da responsabilidade dos “Rouxinóis do Mondego”. Aqui há um jogo de sedução e mistério entre as estátuas/espíritas e o rei árabe. Entre gritos e suspiros, o rei lá se ia deixando conquistar por uma estátua parecida à sua amada. Entretanto, na Taberna do Mal-Amado, impera o caos com fados e copos à mistura, muito por culpa de Coimbrão, diretor da companhia de atores miseráveis que “tem fiado até ao teto”. O ambiente taberneiro é ilustrado pelo jogo de sueca e por meninos de taberna, cena em que o humor salta à vista.

Quando se dá o ensaio por terminado, é necessário fazer ajustes no guião e pedir a opinião dos atores. Combinam-se os próximos encontros, uma vez que a estreia está para breve. Neste momento, é notório que é difícil conjugar horários de vidas tão diferentes. Acertam-se, ainda, figurinos e pormenores logísticos.

O Teatro Amador de São Silvestre, apenas com quatro anos, é uma secção da Associação Cultural e Recreativa Tricanas de São Silvestre. Segundo a representante do TASS, Joana Gomes, este grupo começou “muito desorganizado, mas a partir de uma peça de Shakespeare tomámos-lhe o gosto”. O nome Tricanas não é ao acaso: é evidente a presença maioritária de mulheres. A coordenadora do TASS, Albertina Marçal, reforça a ideia da “partilha de experiências” entre profissionais e amadores. Já o pequeno ator de nove anos, João Almeida, mostra-se “muito ansioso” para o dia da estreia.