Switch termina com chave de ouro

Segunda, 17 de Maio de 2010

por Jonathan Costa

A conferência que no passado fim de semana, 15 e 16 de Maio, decorreu no Auditório da FCTUC, no Pólo II, chega ao fim. Ricardo Sousa, da organização da Switch, salienta que,"com base no feedback das pessoas, o balanço é realmente positivo"

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"Start-Ups" marcam último dia da conferência Switch Foto por D.R.

"A Switch é sobre as pessoas", conclui Ricardo Sousa, da organização da conferência. O jovem "entrepreneur", de quem partiu a iniciativa de realizar a Switch, revela que, "no geral, com base no feedback das pessoas, o balanço [da conferência] é realmente positivo".

Apesar de não existir ainda um número oficial das pessoas que, "fisicamente", participaram no evento, sabe-se que cerca de 950 pessoas seguiram a conferência em directo pela internet.

Ricardo Sousa salienta, no entanto, que alguns problemas prejudicaram o funcionamento da iniciativa. "A questão dos oradores que desistiram", por exemplo, é a principal dificuldade apontada pelo "entrepreneur" que realça ainda "o impacto nas finanças" que o problema causou.

Alguns "pormenores logísticos", como a ausência de algumas credenciais, foram também enunciados pelo membro da organização do evento.

Questionado sobre a possibilidade de uma nova edição da Switch, Ricardo Sousa confessa que "é cedo de mais para o dizer". "O mercado, as pessoas vão reagir à isso [Switch]", explica o "entrepreneur" que reconhece, contudo, que "se as pessoas assim o quiserem" e existir "capital financeiro" é possível a realização de uma nova edição do evento.

"Start-Ups" marcam último dia

Ricardo Sousa destaca "as start-ups de ontem (16)" como o momento mais relevante do último dia da Switch. O empreendedorismo, nomeadamente em Portugal, foi a principal questão em foco durante o momento de discussão.

O designer e fundador da "Webreakstuff", Fred Oliveira, mediou um debate que contou com a presença dos "entrepreneurs" portugueses Pedro Moreira, Francisco Costa, João Magalhães e Filipe Ávila da Costa.

"Esta é uma boa altura para empreender em Portugal", defende Francisco Costa. A mesma ideia seria compartilhada e reforçada pelos restantes "entrepreneurs". No entanto, Pedro Falcão acredita que "obviamente, outros locais, como os EUA e Israel, são melhores para investir". Já Filipe Ávila da Costa reconhece que "os portugueses continuam a esperar, enquanto precisam de agir".

Fred Oliveira defende que "em Portuga, vive-se uma cultura baseada na segurança". "As pessoas apenas querem um emprego seguro", "não apostam em coisas como o empreendedorismo", explica o fundador da "Webreakstuff".

Temas como a dificuldade em "arranjar parceiros" para iniciar um negócio e o "risco" de ser plagiado ao apresentar uma nova "ideia" foram ainda discutidos nos "start-ups": Sobre o último tema,  João Magalhães refere-se à esse "risco" como um "mito. "As pessoas não devem ter medo de expôr as suas ideias, conclui o "entrepreneur".

A partilha de conhecimentos

Trânsito. Consumo excessivo de energia. Ataques cardíacos. Estas "más situações" podem ser evitadas, basta a "pessoa certa", ter a "informação certa" no "momento certo". Neste sentido, o docente da FCTUC, Pedro Bizarro, apresentou os mecanismos existentes para "evitar essas más situações".

A apresentação de projectos inovadores, alguns deles ainda em desenvolvimento, assim como a partilha das suas experiências enquanto "entrepreneurs" foram uma constante durante o último dia da Switch.

Um dos "empreneurs" que subiu ao palco para partilhar a sua experiência foi Hugo Pinto. O especialista em programação explica como "continua tentando chegar à Lua numa intervenção intimista e com uma boa dose de ironia, que visa abordar a questão das "tecnologias baratas" enquanto solução para um bom empreendedorismo.

O co-fundador da Wordpress no Brasil e em Portugal, José Fontaínhas e o "country manager" da Bubok Publishing em Portugal, Alexandre Lemos estiveram ainda presentes no último dia da conferência "sobre as pessoas".