Rostos dos movimentos de oposição reagem à vitória de Ricardo Morgado
Quarta, 07 de Dezembro de 2011
por Ana Morais
André Martelo, Fabian Figueiredo e Renata Cambra comentam os resultados que dão a vitória ao projeto da lista L para a direção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC)
Fabian Figueiredo, ex-candidato pela lista M, considera que Ricardo Morgado “é um candidato que venceu através da continuidade”. O estudante acrescenta que este novo mandato “não augura nada de novo para a AAC”. André Martelo, representante do coletivo “A Alternativa és Tu” classifica como “expectável” o facto de a lista L ter ganho. Renata Cambra, rosto da lista I “Indigna-te”, acredita que lista vencedora “sai da mesma visão do que foi seguido por Eduardo Melo”.
André Martelo acredita que as duas listas candidatas à segunda volta, lista C e a lista L “são listas do mesmo saco, com práticas e opções comuns”. Também Fabian Figueiredo lamenta o facto de a segunda volta se ter realizado entre estas duas listas - “é uma pena”, contesta. Segundo André Martelo, as listas C e L assumiram “práticas e opções comuns ou muito semelhantes”. O ex-candidato aponta como exemplo “a postura” de ambas no processo eleitoral, através do “recurso ao cacique”.
“A nova DG não vai ser capaz de dar resposta”
“As duas listas [C e L] não representam o entendimento necessário daquilo que deve ser a postura da AAC”, lastima André Martelo. Renata Cambra considera que não reconhece “diferenças significativas entre a lista L e a lista C”. Renata vai mais longe e afirma que “a nova DG não vai ser capaz de dar resposta” aos problemas dos estudantes que se têm vindo a agravar com os cortes no ensino superior. Contudo, Renata ressalva que em “em termos retóricos” o futuro presidente da DG/AAC, Ricardo Morgado “tem alguns pontos positivos”.
“A lista L congrega muita gente que tem estado à frente das direções gerais anteriores”, protesta Fabian. O representante do movimento AAcÇão afirma que o propósito do coletivo “é tirar essas pessoas da DG e da AAC”. Fabian refere que o facto de o grupo que representa assumir uma postura “ativa, crítica e vigilante quer dizer que algo está mal na DG”.
Renata Cambra demonstra a preocupação do coletivo “Indigna-te” de “continuar a trabalhar durante todo o ano para que haja uma resposta à altura face às dificuldades dos estudantes”. André Martelo partilha desta ideia de trabalho contínuo. O representante do movimento “A Alternativa És Tu” assegura que so seu coletivo já esteve presente antes e durante a campanha eleitoral. Ainda assim, mostra que estão dispostos a estar “amanhã e o resto do ano para reforçar a defesa dos estudantes”.
Em jeito de protesto Fabian Figueiredo espera que “para 2012/2013 haja finalmente uma rutura com toda esta história”.






