Renata Cambra: “Queremos pôr os pontos nos is”

Quinta, 17 de Novembro de 2011

por Acabra .Net

As cantinas amarelas foram o local escolhido pela lista I (Indigna-te), candidata aos corpos gerentes da Associação Académica de Coimbra (AAC), para fazer a sua apresentação formal. Deram a conhecer as bandeiras por que lutam para alcançar a dianteira da “casa dos estudantes”. Por Liliana Cunha

Img_0229
A lista I acredita que a participação na manifestação do dia 24 é o primeiro passo do percurso que querem atingir Foto por Ana Francisco

 Renata Cambra da Faculdade de Letras é o rosto candidato a presidente da direção - geral da AAC (DG/AAC) pela lista Indigna-te. A seu lado no projeto está André Rodrigues, estudante de História e já repetente em listas propostas em anos anteriores como candidato a presidente do conselho fiscal (CF) da AAC, e Sílvia Franklim propondo-se à presidência da mesa da assembleia magna, também já reconhecida pelos estudantes no ano transato.

Indignados com a situação política, mas sem descurar o ensino, a lista I tem como principal meta defender a Universidade de Coimbra e a sua associação académica da privatização. “A AAC é a casa dos estudantes”, aclara André Rodrigues. Vão contra a concessão do bar da AAC a alguma empresa privada onde possa prevalecer o intuito do “lucro”, sustenta o candidato ao CF. Para mais, acreditam que a decisão de concessão deve pertencer aos estudantes presentes em assembleia magna. Outra das bandeiras é a alteração no cálculo das bolsas. Propõem um cálculo linear que se assemelhe ao custo real da vida dos estudantes em Coimbra: “Perdemo-nos em regras técnicas e não na realidade”, afirma a cabeça de lista, Renata Cambra. A efetividade de bolsa seria garantida segundo os próprios por uma isenção de propinas aos alunos bolseiros.

“Queremos pôr os pontos nos is”, ressalta Renata Cambra. A candidata afirma querer romper com a linha habitual e com os projetos de continuidade na direção - geral oferecendo uma alternativa. Os três elementos acreditam na manifestação geral de dia 24 de novembro como o primeiro grande momento do percurso que querem atingir. Quanto à questão de uma possível união com a lista da AAcÇão e da Alternativa és Tu lamentam ter recebido “um não e silêncio como resposta”. Não diferindo com o programa das outras duas listas, Renata Cambra declara que “uma lista única e forte” poderia ser mais eficaz face “às duas listas de continuidade”.