Tomada de posse dos novos corpos gerentes da AAC

Reitor garante que as propinas não aumentam na tomada de posse de Ricardo Morgado

Sexta, 27 de Janeiro de 2012

por Inês Balreira

Durante o discurso de tomada de posse dos novos corpos gerentes da AAC, Ricardo Morgado criticou a redução de serviços dos SASUC, a modalidade de utilizador-pagador no estádio universitário e ainda os cortes no financiamento do ensino superior, garantindo que não compactuará com um aumento de propinas

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Durante o seu discurso, Ricardo Morgado pediu mais colaboração entre UC e AAC Foto por Camilo Soldado

“As propinas mantêm-se como estão, não vamos fazer nenhum aumento. Não é por aí que vamos buscar o dinheiro que nos falta”, referiu ontem, 26, o reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva, na tomada de posse dos novos corpos gerentes da Associação Académica de Coimbra (AAC) que decorreu no auditório do polo II.

João Gabriel Silva respondeu assim ao novo presidente da direção-geral da AAC (DG/AAC), Ricardo Morgado, que sucede a Eduardo Melo, que no seu discurso afirmou que a AAC não “compactuará com novos cortes no financiamento das instituições de ensino superior (ES) nem tão pouco com um aumento das propinas”.

Durante o seu discurso, Ricardo Morgado relembrou a crise económica que o país atravessa e os duros cortes que o ES sofreu referindo-se a uma consequente elitização do ES. “Para muitos, frequentar o ES é quase como uma luta pela sobrevivência”, acrescentou.

O presidente recém-empossado referiu-se ainda à redução de serviços de ação social, nomeadamente as cantinas que fecharam aos fins de semana e, mais recentemente, ao encerramento da lavandaria dos serviços de ação social da UC (SASUC). “Senhor administrador dos SASUC, estamos certos que é possível procurar uma solução para este problema e disponibilizamo-nos desde já para em conjunto encontrá-la”, disse Ricardo Morgado ao administrador dos SASUC, Gouveia Monteiro, que também se encontrava na cerimónia.

Ricardo Morgado dirigiu-se ainda ao reitor da UC, mostrando que pode contar com a AAC “para fazer mais e melhor pelos estudantes”, mas que a AAC espera também colaboração da universidade. O dirigente afirmou ainda, relativamente à nova modalidade do utilizador-pagador do estádio universitário (EU), que “a fatura não pode apenas cair do lado da AAC”. “Estamos dispostos a procurar uma solução que vise criar uma gestão do EU mais rigorosa”, afirmou Ricardo Morgado.

“Da minha parte só podem esperar colaboração”, respondeu João Gabriel Silva ao pedido de maior cooperação entre UC e AAC. Relativamente ao EU, o reitor da UC afirmou que “com as restrições orçamentais, o EU não pode continuar com o modelo de utilização que tinha até agora”. Porém, salientou que a reitoria está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução para o problema.

Também o presidente cessante, Eduardo Melo, discursou no decorrer da cerimónia. “Foi com honra e satisfação que ao longo do ano conduzimos os destinos da AAC”, afirmou. Apesar de ter feito um balanço positivo do seu mandato Eduardo Melo salientou que “está ainda por cumprir a igualdade de oportunidades em Portugal”, e que o trabalho da DG/AAC que cessa funções necessita de ser continuado.