Novo complexo de ténis do Estádio Universitário representa "orgulho para Coimbra"
Segunda, 26 de Julho de 2010
por Vasco Batista
A estrutura inaugurada na quinta-feira, 21, para receber EUC TENNIS 2010 que arrancou ontem, 25, é o resultado de “um projecto há muito ambicionado” que traz várias vantagens para Coimbra e para a AAC. Na inauguração, a falta de apoio do Governo foi um dos aspectos focados
O novo complexo de ténis do Estádio Universitário de Coimbra foi inaugurado na quinta-feira, 21, naquele que foi um dia especial para a cidade, para a universidade, para a Associação Académica de Coimbra (AAC) e, em particular, para a secção de ténis. O espaço vai acolher o Campenato Europeu Universitário de Ténis (EUC TENNIS 2010) até dia 31 e dispõe de nove courts de piso sintético, três dos quais montados de raiz. O Estádio Universitário concentra mais de 20 modalidades, com uma média diária de 1400 atletas.
Foi esta uma das principais mensagens que marcou o discurso do presidente da Secção de Ténis da Associação Académica de Coimbra (ST/AAC), Tiago Fidalgo. A inauguração do complexo corresponde ao culminar de um projecto com “mais de 17 anos” ambicionado pela ST/AAC e pelas várias direcções-gerais da AAC e que conheceu “muitos avanços e recuos”.
Projecto resulta em mútiplas vantagens para a região Centro
A estrutura agora inaugurada terá, segundo o presidente da ST/AAC, um papel potenciador de desenvolvimento para o desporto universitário, constituindo uma mais-valia não só “para a cidade, como também para toda a região Centro”, referiu Fidalgo. Tiago Fidalgo decidiu homenagear esta estrutura a Eduardo Cabrita pela “generosidade, abnegação e capacidade de trabalho” e ainda a Nuno Martins, arquitecto e um dos mentores do complexo.
João Lagos, sócio honorário da ST/AAC, e João Barbosa de Melo, vice-presidente da câmara de Coimbra, destacaram um ponto em comum: a importância do projecto para a cidade. E também para o país. “É um grande orgulho para Coimbra”. O autarca evidenciou ainda o facto de a estrutura ter capacidades para acolher inúmeras actividades desportivas.
Falta de apoio do Governo marca discurso dos dirigentes
Depois de prestar as devidas homenagens a Tiago Alves, judoca da AAC recentemente falecido, Miguel Portugal, presidente da DG/AAC, destacou a importância do projecto em diferentes planos. Para além da alusão à importância da actividade desportiva, Portugal chamou a atenção para a falta de apoio que a obra recebeu por parte do Governo, que funciona de acordo com “uma lógica de centralização que impede maiores ajudas”. Relembrou o complexo, à requalificação do Campo de Santa Cruz em 2008 e apresentou publicamente a candidatura a candidatura ao Europeu Univeristário de Ténis de 2011.
O reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, a par da felicitação à consumação do projecto, criticou, de igual modo, a falta de apoio por parte do executivo. A obra conseguida “não está no nível que mais se gostaria, mas num nível que não envergonha”, considerou Seabra Santos. O complexo tem recebido uma média de “meio milhão de pessoas por ano” o que o torna num “verdadeiro local de prática desportiva”. Desse meio milhão, apenas uma “pequena parte diz respeito a alunos da UC”, pelo que, diz Seabra Santos, é de uma “profunda injustiça relegar a responsabilidade na universidade”. O reitor enfatizou também o peso da centralização, uma vez que “estádios congéneres, de cariz universitário, também têm recebido apoios”. Nesse cenário, houve a necessidade de se “arranjarem alternativas”, como seja a criação da Fundação Cultural da UC, chefiada pela vice-reitora Cristina Robalo Cordeiro, que consiste “num mecanismo para acesso a investimentos públicos e privados”.
O novo espaço vai possibilitar à ST/AAC uma “maior capacidade de atracção” e vai, igualmente, valorizar a AAC e tornar “Coimbra uma cidade mais virada para o desporto”.






