Grécia paralisada em protesto contra medidas do governo
Quinta, 11 de Fevereiro de 2010
por Jonathan Costa
Ontem, 10, milhares de funcionários públicos paralisaram o país, naquela que foi a primeira acção de protesto contra as medidas do Governo grego. Estão previstas mais greves e protestos no país, hoje, 11, foi a vez dos taxistas
Cerca de dez mil pessoas manifestaram-se ontem, 10, nas ruas de Atenas e Tessalónica, contra as recentes medidas do primeiro-ministro grego, George Papandreou.
Congelamento de salários e admissões na função pública, aumento de impostos e o adiamento da idade de reforma dos 61 para os 63 anos são algumas dessas medidas.
A acção de protesto de ontem, 10, a primeira de um conjunto de manifestações agendadas, coube à Função Pública. Escolas, hospitais e repartições públicas foram os principais afectados.
Hoje, 11, foi a vez dos taxistas manifestarem o seu descontentamento. O protesto teve uma adesão de cerca de 30 mil profissionais.
No entanto, a adesão à greve e as marchas de protesto não tiveram as proporções esperadas.
Em declarações ao i, uma jornalista grega revelou que "Papandreou mantêm-se bastante popular entre o povo grego, não entre as elites, e as pessoas compreendem que têm de fazer sacrifícios". 70% dos gregos apoiam as reformas do Governo, segundo sondagem publicada no passado dia 6 de Fevereiro.
A Grécia é alvo de olhares de pressão (e preocupação) por parte da União Europeia e dos mercados internacionais.
O total da dívida pública no país é de 300 mil milhões de euros (o valor mais elevado da história moderna da Grécia) e o valor do défice é de 12,7% (o objectivo é reduzir para os 3% até 2012).
Com uma taxa de desemprego de 9,8%, a Grécia vive momentos turbulentos. O director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, classificou a situação grega como "séria" e "extremamente frágil".





