G7 decide perdoar dívidas ao Haiti

Domingo, 07 de Fevereiro de 2010

por Vasco Batista

O Haiti não vai ter que pagar as suas dívidas, tal como decidiu o G7, reunido este Sábado, 6, em Nunavut, no Canadá. No mesmo dia, a União Europeia (UE) anunciou enviar 400 milhões de euros para ajudar a reconstruir o país

Haiti
O sismo ocorrido no Haiti no dia 12 de Janeiro instalou uma crise humanitária profunda, naquele que já era um dos países mais pobres do mundo Foto por D.R.

Os sete países mais industrializados do mundo, que integram o G7, reunidos este Sábado, 6, no Canadá decidiram “anular todas as dívidas bilaterais” do Haiti, seguindo o pedido do Banco Mundial e do Banco Interamericano do Desenvolvimento, tal como anunciou à comunicação social o Ministro das Finanças canadiano, Jim Flahery.

Na cimeira, cuja ordem de trabalhos se desenrolou num “tom informal”, o ministro canadiano mostrou-se preocupado quanto ao grau de endividamento enfrentado por alguns país da UE, entre os quais a Grécia e Portugal. Ressalvou também que a dívida existente na Zona Euro deve ser regulada pelas instituições comunitárias e que não é ao G7 que incumbe tal tarefa.

Os governadores dos bancos centrais dos sete países do G7 – Canadá, Alemanha, Itália, França, Reino Unido, Estados Unidos da América e Japão – debateram assuntos diversos da sua competência, sem, no entanto, chegarem a unanimidade em alguns pontos.

Destaque-se a regulação do sistema bancário, que tem como objectivo evitar situações de ruptura financeira, e que vai voltar a ser discutida em Junho, aquando da cimeira do G20.

Ainda no mesmo assunto, Jim Flahery adiantou que foram acordados alguns princípios, embora se tenha registado a dificuldade em “colocar mecanismos em acção”.

UE injectam 400 milhões de euros

Também este Sábado, os embaixadores da UE em funções no Haiti revelaram que vão ser concedidos 400 milhões de euros para reconstruir o país, que mergulhou numa situação de crise humanitária, após o sismo registado no dia 12 de Janeiro.

O embaixador francês Didier Le Bret destacou que “a UE quer apoiar o Governo haitiano para que possa acompanhar todo o esforço do Haiti”.

No mesmo sentido, um dos responsáveis da Comissão Europeia no Haiti, Jean-Marc Ruiz, contou que “a UE está pronta a apoiar os esforços de reconstrução através de recursos financeiros muito importante de 400 milhões de euros”.

Decorrem ainda no país tornado independente em 1794, após uma revolta de escravos, várias missões levadas a cabo por organizações não-governamentais europeias que têm trabalhado conjuntamente com autoridades haitianas.

Foi também anunciado um apoio orçamental ao Haiti, com o intuito de suportar as despesas urgentes, a reabilitação de ruas e o pagamento de funcionários.