À frente da OMT ensaia-se em família
Terça, 14 de Junho de 2011
por Acabra .Net
O último quadro de “Coimbra 1111” foi ensaiado dia 11, sábado, fora das portas da OMT. Três gerações reunidas ao ar livre contribuem para um ensaio alegre e produtivo. Por Ana Duarte e Ana Morais
A manhã de sábado, dia 11, foi reservada para os pais e alunos das classes de Teatro d'O Teatrão trabalharem a análise de texto e treinarem algumas posições de cena. Na sala Tabacaria da Oficina Municipal do Teatro (OMT) reuniram-se pais, filhos e o “núcleo duro” do Teatrão. Numa conversa dirigida pela diretora artística, Isabel Craveiro, discutiram-se pormenores do guião, detalhes da localização da peça e o papel decisivo que o público terá no espetáculo.
Devido à falta de sala, o ensaio ocorreu ao ar livre. Reinou o divertimento entre os presentes, não fosse estado de tempo estar a favor do grupo. Este conjunto encenou vários hábitos e costumes típicos do povo. Para além de lavadeiras e de acrobatas, ouviu-se a Canção de Coimbra e treinou-se uma procissão.
Já com uma sala livre, os atores do Teatrão ensaiaram intensivamente o último quadro da peça: o nascimento do filho de Branca, uma atriz da companhia miserável, provoca a confusão. O capitão, ao saber que não é o pai da criança, quer responsabilizar todos. Mas, o amor tem um papel fundamental nesta cena, trama escondido a descobrir no dia do espectáculo.
Os pais dos alunos das classes do Teatrão participam a convite da diretora artística. Luís Camarneiro, 48 anos, revela-se “um bocadinho inseguro”, mas logo lança um “vai correr bem”. Esta opinião é partilhada por Regina Rato, que acrescenta que esta “reunião das três gerações é fantástica”. A atriz da classe “Bando à parte”, Maria João Cardoso, revela que a peça “tem mais impacto e é mais apelativa” devido ao grande número de atores e companhias envolvidas.
Segundo Isabel Craveiro, este quadro é repleto de simbolismo, uma vez que reflete a reconquista de relação do teatro com o público. Para além deste aspeto, o conjunto de cenas exprime a convivência das diferenças e da mistura de culturas que se vive na atualidade.






