FLUC tem as "portas abertas" para alunos internacionais
Sábado, 31 de Julho de 2010
por Vasco Batista
A 86ª edição do curso de férias de Língua e Cultura Portuguesas contou com 106 participantes de 22 países distintos e terminou ontem, 30. Pode ser encarado como o "primeiro contacto dos estudantes com a faculdade", considera o sub-director da FLUC Albano Figueiredo
Na sessão de encerramento que decorreu pelas 17 horas na Sala dos Capelos, os 106 alunos de 22 países diferentes, desde a Venezuela, à Rússia e ao Japão, receberam os respectivos diplomas.
Ladeado pela comitiva dos docentes da organização, Albano Figueiredo, sub-director da FLUC referiu que este pode ter “sido o primeiro contacto destes estudantes com a faculdade e o início de uma ligação”. Em representação de Carlos André, director da FLUC, Albano Figueiredo acrescentou ainda que as “portas da faculdade estão sempre abertas” e que a FLUC dispõe de inúmeras formações nos diferentes ciclos de Bolonha que podem fazer parte das escolhas destes alunos estrangeiros.
No que diz respeito ao curso, Albano Figueiredo referiu que “primou pela confiança”,“cumpriu os objectivos, em oferecer internacionalização sobre cultura portuguesa” e que “afirma um trilho que é o conjugar de actividades da língua e cultura portuguesas” com outras de “enriquecimento sobre o país, a comunidade e a região”.
Alunos vêm de todos os cantos do mundo
Uma das participantes no curso foi Karla Martins, aluna de Línguas Estrangeiras na Universidade de Porto Rico. Para a estudante porto-riquenha esta foi a primeira vez que veio a Portugal e quer um dia cá voltar. Quanto ao curso da FLUC, Karla diz que “os professores estão muito bem preparados para ensinar e ajudar os alunos do curso” e que Coimbra lhe despertou curiosidade pois tem “muitas actividades para os estudantes”.
Também em declarações ao Jornal Universitário de Coimbra – A CABRA, outra das alunas, Julie Ward, dos Estados Unidos da América (EUA), conta que um dos aspectos que mais a agradou foi a cultura portuguesa. Para a aluna de Literatura Hespânica, esta também foi a primeira vez que esteve em Portugal. “Gostei muito, tem sítios lindos, completamente fascinantes”, referiu. O curso da FLUC também lhe permitiu ter uma visão alargada da cultura portuguesa que mal conhecia há um mês atrás, antes de vir dos EUA. “A cultura é muito vasta e pude conhecer o Fado, ver concertos e provar a gastronomia, como a chanfana”.
O Curso de Língua e Cultura Portuguesas da FLUC para alunos estrangeiros já quase que se confunde com a própria história da faculdade. No próximo ano, a FLUC comemora cem anos de existência. O curso comporta quatros níveis – elementar, elementar B, complementar, superior – sujeitos a avaliação e permite conhecer vários pontos de Portugal. Para além de Coimbra e dos seus espaços emblemáticos, este ano os estudantes visitaram, por exemplo, o Palácio da Bolsa e a Casa da Música na cidade do Porto, e também Batalha e Óbidos.
O curso já chegou a receber 150 alunos, mas ultimamente o número de participantes tem baixado. O responsável do Departamento de Relações Internacionais da FLUC, Francisco Soares de Oliveira, explica que se deve à diminuição de apoios por parte dos órgãos competentes nesta área, como sejam a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e o Instituto Camões, dependências do Ministério dos Negócios Estrangeiros.






