Candidatos debateram políticas
Terça, 24 de Novembro de 2009
por Rafaela Carvalho
Acção social, revitalização da Associação Académica de Coimbra (AAC) e movimentos de protesto foram alguns dos pontos abordados no debate que colocou frente a frente os candidatos à DG/AAC. Para os candidatos ao Conselho Fiscal imparcialidade e um espaço físico são as prioridades
O debate entre os candidatos à presidência da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) teve lugar ontem, 23, pelas 18h00 na Sala de Estudo da AAC.
Paulo Costa, candidato pela Lista A, deixou claro que para trazer os estudantes para as secções e núcleos da AAC é necessário um contacto directo com estes, de forma a conhecer os seus problemas. É, também, favorável a uma resposta firme e reivindicativa para conseguir, junto do governo, o financiamento na acção social e a abolição das propinas. Quanto à questão dos bares da AAC, Paulo Costa, defende a não privatização dos mesmos e recusa renovar o contacto de concessão que a DG/AAC firmou com o inTocha.
Sílvia Franklim da Lista P está de acordo nos últimos dois pontos defendidos por Paulo Costa. Na sua opinião “a via do diálogo é uma coisa que tem vindo a ser tentada ao longo dos últimos 4 anos, e vivemos hoje as consequências da falta de resultados desse tipo de acção”.
No entanto é pelo diálogo que Miguel Portugal está disposto a actuar, mas sem descurar as decisões dos estudantes. O candidato da Lista T afirma que “A via do diálogo não se esgota apenas no diálogo” e que são “a favor das intervenções politicas se essa for a vontade dos estudantes”.
O candidato pela Lista E, por sua vez, é contra “medidas de esquerdas” como a manifestação da passada terça-feira, 17. Miguel Gonçalves é, também, defensor de um “líder mobilizador” para a presidência da DG/AAC criticando que “os actuais dirigentes têm um perfil que não inspira confiança”.
Ao longo de todo o debate Miguel Gonçalves direccionou o seu foco crítico para as políticas que a lista de Miguel Portugal pretende estabelecer, afirmando que a marca de diferenciação da sua lista em relação à Lista T é não haver “estudantes profissionais”.
Sílvia Franklim e Paulo Costa defenderam príncipios bastante semelhantes e quando questionados por um membro do público se teria sido pensada a união entre as duas listas, a candidata da Lista P admitiu ter tentado contactar Paulo Costa nesse sentido.
O líder da Lista A negou este contacto e justificou que mesmo que isso tivesse acontecido o facto de Sílvia Franklim defender uma redução das propinas e não a sua extinção apresenta uma grande divergência nos ideiais de ambas as listas.
Conselho Fiscal
Também ontem, às 22h00, teve lugar o debate com os candidatos ao Conselho Fiscal. Na mesa estiveram Renata Costa pela Lista A, Paulo Lopes pela Lista F, Manuel Afonso pela Lista P e Telmo Peixoto pela Lista T.
Todos se mostraram favoráveis no que diz respeito à criação de um espaço físico para o Conselho Fiscal e na imparcialidade de actuação do mesmo.
A Lista F é a única lista que se candidata de forma independente das listas para a DG/AAC e quando questionado sobre esta decisão, Paulo Lopes afirma que “o conselho fiscal deve ser autónomo e imparcial em relação à DG/AAC”. No entanto, Manuel Afonso defende que é “o prestar de contas à academia em geral é que vai garantir se os nossos colegas aceitam ou não as nossas políticas”.
A Renata Costa coube a última intervenção que deixou o desafio a um “contacto mais harmonioso com os órgão autónomos, as secções, os núcleos e a direcção-geral da AAC”.






