Calor é o principal adversário no EUC Tennis

Sexta, 30 de Julho de 2010

por MariaEduarda Eloy

Os atletas foram surpreendidos pelas temperaturas altas que assolaram a cidade, durante a semana. Apesar do desconforto imprevisto, avaliam o campeonato com nota positiva e encaram os jogos nos courts cobertos do Estádio Universitário como desafios, por mais do que uma razão

O Campeonato Europeu Universitário de Ténis (EUC Tennis) é mais do que uma competição para os atletas. É uma oportunidade para testar ambientes, espaços e adversários diferentes; mas também para conhecer novas pessoas e lugares.


A tenista da Universidade de Kozminski, Alicja Rosolska, acredita que “a organização tem tentado fazer o melhor possível” e, a propósito do dia livre, na quarta-feira, 28, afirma ainda que foi algo positivo, porque mostra que “há tempo para jogar e também há tempo para descansar” durante o campeonato. Como aspecto negativo, a tenista polaca salienta o facto de alguns jogadores de outras equipas terem disputado todos os encontros nos courts abertos, sujeitos ao calor: “as condições não são tão boas para eles porque o clima é muito quente, por isso têm mais dificuldades”.


Linn Heirrmann, da Universidade de Munster corrobora a opinião de Alicja Rosolska. A alemã enfrentou a maioria dos adversários nos courts abertos e explica que “jogar no calor é esgotante” e torna-se a “pior parte dos jogos”. Também Marko Mijacevic, da Universidade de Zagreb refere o calor como um adversário com o qual não contava: “As temperaturas são quase inacreditáveis”. Nos primeiros dias da competição, os termómetros em Coimbra chegaram a ultrapassar os 40º C, o que, além dos jogadores, surpreendeu o árbitro lisboeta, Rúben Reis, que caracteriza o calor como “a maior dificuldade que se tem passado” no torneio.


Apesar de Alicja Rosolska ter jogado todas as partidas no court coberto, encarou a experiência como um desafio porque está habituada a jogar em terra barrenta. A tenista polaca explica que “é muito difícil ver a bola, que ressalta de maneira, por vezes, surpreendente”. Experiência semelhante teve Marko Mijacevic. O atleta croata refere que “é algo complicado jogar no court coberto porque as bolas ressaltam muito alto. A superfície é nova, assim, como tudo o resto e seria preciso estar aqui durante uma semana ou duas para jogar bem”.


Mesmo com o desafio imposto pelo novo court do estádio e pelas temperaturas elevadas, a equipa de Zagreb tem sido bem sucedida e jogou hoje, 30, os quartos de final do EUC Tennis. Marko Mijacevic acrescenta que está “feliz por fazer parte do campeonato, que está a correr muito bem”. Salienta ainda a simpatia dos elementos da organização e a beleza da cidade como pontos altos da experiência do torneio. Também Anni Hieteniemi da Universidade de Helsínquia felicita a organização de Coimbra “pelo bom torneio que se conseguiu organizar”.


O árbitro português, Rúben Reis, conclui que “os jogos têm estado a correr bem, sempre uns mais complicados que outros, mas um torneio tranquilo, normal”, do qual está a “gostar bastante”.